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FLOTAÇÃO POR AR DISSOLVIDO (FAD)

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FLOTAÇÃO POR AR DISSOLVIDO (FAD)

A F.A.D. constitue hoje técnica de separação de fases bastante consagrada em diversos tipos de aplicações no campo de Saneamento Ambiental. Nessa área a F.A.D. tem-se destacado como parte dos sistemas de tratamento de águas residuárias gerados em diversos tipos de indústrias, tais como, de papel e celulose, petrolífera, tintas, óleos vegetais e alimentícia em geral. Mais recentemente, a flotação tem sido empregada também como bastante sucesso na clarificação de águas para abastecimento, em substituição aos decantadores. Além de apresentar bom desempenho como processo de separação de fases, a flotação apresenta algumas vantagens adicionais em relação à sedimentação, podendo-se citar; 1) possibilidade de arraste, pelas microbolhas de gás, de parcela de substâncias voláteis porventura presentes na água; 2) possibilidade de oxidação de íons metálicos dissolvidos na água, como o ferro por exemplo; 3) produção de lodo com elevado teor de sólidos na superfície do flotador, podendo chegar a valores de até 12%, dependendo do tipo de dispositivo de coleta utilizado e das características da dispersão; 4) constitue processo de alta taxa, resultando em unidades compactas e versáteis, que possibilitam bom nível de controle operacional através do monitoramento da quantidade de ar fornecida ao processo. Em vista de tais atributos, a flotação tem merecido a atenção de diversos pesquisadores de área de saneamento, os quais vem desenvolvendo investigações a respeito dos diversos parâmetros que influem no processo, além de novas aplicações para o mesmo. Dentre tais estudiosos, pode-se citar: BRATBY (1982), ZABEL (1985), EDZWALD (1992), REALI E CAMPOS (1993 e 1995).

No tratamento de efluentes líquidos de reatores biológicos anaeróbios com a utilização da flotação precedida de coagulação química, o efluente do reator anaeróbio após receber o coagulante e o floculante, é encaminhado para unidade de flotação. Em seguida ao processo de floculação, o despejo líquido tem acesso à unidade de flotação por ar dissolvido, onde, logo na entrada, é misturado ao líquido de recirculação, proveniente de câmara de saturação. O líquido de recirculação é distribuído ao longo da largura do flotador através de dispositivos de despressurização, responsáveis pela precipitação das microbolhas de ar que atuarão como agentes da flotação. Dessa forma, as microbolhas colidindo e aderindo aos flocos previamente formados aumentam o seu empuxo, provocando o deslocamento dos mesmos em direção à superfície da unidade de flotação, formando uma camada de lodo flotado. Esse lodo é então encaminhado, por intermédio dos rapadores de superfície, em direção à canaleta de coleta existente na extremidade do flotador, de onde é retirado para destinação final adequada. O fundo do flotador possui tubulação de descarga, com a finalidade de remover os sólidos que porventura venham a sedimentar. Por sua vez, o líquido clarificado é coletado através de vertedores apropriados e encaminhado para fora da unidade constituindo o efluente final tratado. Uma parcela do efluente tratado é encaminhada através de uma bomba de alta pressão para o interior da câmara de saturação. Nessa câmara, ocorre a mistura de ar atmosférico através de um ejetor, com consequente dissolução do mesmo à massa líquida, a qual é subsequentemente misturada à água floculada, conforme descrito anteriormente.

O sistema de tratamento empregando o reator anaeróbio seguido de flotação por ar dissolvido, tem a potencialidade de promover remoção de DBO superior a 90% e de coliformes fecais superior a 99% quando seguido de desinfecção como a radiação ultravioleta por exemplo. A remoção de P e de N no reator anaeróbio resulta-se muito pequena, sendo que a maior parte desses nutrientes pode ser removida no sistema de flotação.



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