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TRATAMENTO FÍSICO-QUÍMICO POR FLOTAÇÃO DE EFLUENTES DE REATORES ANAERÓBIOS

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TRATAMENTO FÍSICO-QUÍMICO POR FLOTAÇÃO DE EFLUENTES DE REATORES ANAERÓBIOS

Desde o início da década de oitenta várias concepções de reatores anaeróbios foram adotadas para projeto e construção de sistemas para tratamento de águas residuárias. entre esses reatores fundamentados em processo anaeróbio, destacam-se o filtro anaeróbio, o reator de manta de lodo e fluxo ascendente, o reator de leito fluidificado e o reator de chicanas.

Entre os primeiros trabalhos, à partir dos quais houve evolução em pesquisas e aplicações desses reatores destacam-se aqueles publicados por McCARTY (1966), LETTINGA (1979), JEWELL et al. (1982) e BACHMANN et al (1985).

Desde então o uso desses reatores propagou-se principalmente para o tratamento de efluentes industriais.

Mais recentemente, contudo, já existem muitas unidades desses reatores operando em caráter de pesquisa ou em “ escala real” , recebendo esgotos sanitários como afluente. Os aspectos positivos do processo anaeróbio, quando comparados com a maioria das alternativas em que se empregam o processo aeróbio, são: a) Não há necessidade de instalação de equipamentos mecânicos; b) Não há demanda de energia elétrica para aeração; c) A produção e lodo é muito menor (1/3 a 1/5 de volume geralmente produzido em processo aeróbio) e d) Há produção de gás combustível que eventualmente pode ser economicamente utilizado.

Ainda não existem critérios universalmente definidos para o dimensionamento desses reatores, nem modelos matemáticos que possam ser utilizados para projetos que, em função de parâmetros cinéticos das condições ambientais, da hidrodinâmica dos reatores e das características dos esgotos sanitários, permitam uma previsão segura da eficiência que será alcançada. No caso específico de reatores de manta de lodo, o acompanhamento operacional tem demonstrado que a estabilidade do processo é prejudicada à medida que se diminui o tempo de detenção hidráulica. Sistemas em operação têm resultado em eficiência predominante na faixa de 40 a 75%. No que concerne ao uso de reatores compartimentados, a maior parte das pesquisas concentra-se em estudos de laboratório. As únicas unidades em escala real no Brasil, até o presente, foram projetadas pela Escola de Engenharia de São Carlos – USP e sua eficiência tem variado preponderantemente na faixa de 50 a 80%, em termos de remoção de DBO. Assim, apesar de terem enorme potencialidade de uso, tem-se de prever pós-tratamento para os efluentes desses reatores quando tratando esgotos sanitários; pelo menos quando se consideram os atuais conhecimentos sobre a concepção desses reatores. Talvez em futuro próximo, modificações nessas unidades permitirão a obtenção de eficiências maiores.

Entre as alternativas para tratamento complementar, incluem-se: lodos ativados e o tratamento físico-químico. As soluções para pós-tratamento mais projetadas são  pertinentes ao uso de lodos ativados, mas uma atenção maior vem sendo direcionada para o tratamento físico-químico, empregando-se flotação por ar dissolvido. O uso de reatores anaeróbios seguidos por reatores que empregam o processo biológico aeróbio ou tratamento físico-químico tem resultado em concepções que redundam em grandes vantagens em relação às concepções que se fundamentam essencialmente no processo aeróbio, tais como, menores custos de operação e manutenção, menor consumo de energia elétrica e, geralmente, na menor produção de lodo.

A proposta para tratamento de esgotos sanitários, envolvendo o uso de reator anaeróbio compartimentado, seguido por sistema de flotação por ar dissolvido com a adição de coagulantes, além de promover a remoção adicional de DBO, melhora de forma considerável a remoção de fósforo e de patogênicos.



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