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VINHEDO DENUNCIA DESPEJO DE EFLUENTES NO RIO CAPIVARI

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VINHEDO DENUNCIA DESPEJO DE EFLUENTES NO RIO CAPIVARI

A captação de água para o abastecimento de Vinhedo foi comprometida por duas vezes, na semana passada, pela falta de qualidade para captação do rio Capivari. A causa, segundo pronunciamento do vereador Eduardo Gelmi, de Vinhedo, é o despejo de esgoto sem o tratamento adequado pela estação de tratamento de Louveira. Nesta terça-feira (26), uma comissão irá se reunir com promotores públicos para denunciar a cidade vizinha. A administração afirma que o tratamento é realizado.

O apontamento sobre a queda na qualidade da água para captação foi feito na Câmara de Vinhedo, durante a sessão. Segundo o vereador Eduardo Gelmi, a ETE de Louveira tem um termo de ajustamento de conduta (TAC) assinado com a justiça para funcionamento. “No entanto, esse TAC existe há um ano e meio. Já deveria ter sido acertada a situação. Se o pessoal da estação não tem capacidade para fazer o tratamento adequado do esgoto, que o prefeito contrate pessoal qualificado. O que não pode acontecer é o prejuízo do abastecimento de outra cidade, no caso Vinhedo, pela incompetência de outra”, alfineta.

Segundo nota encaminhada pela Sanebavi, autarquia responsável pela captação e distribuição de água em Vinhedo, a cidade de Louveira tem feito descarte do esgoto (que deveria ser tratado adequadamente na ETE) direto no rio Capivari, na altura onde a cidade de Vinhedo faz a captação para abastecimento. “Na semana passada, em função deste despejo de resíduos, a água apresentou alta concentração de poluentes, o que impossibilitou a captação. Com a interrupção do sistema de captação do Capivari houve uma redução do volume de tratamento ocasionando falta de água em diversos setores do município”, informa. A outorga do rio Capivari para a cidade de Vinhedo é de 600m³/h e em período de estiagem a outorga é de em 400m³/h.

Nesta terça-feira (26), o superintendente da Sanebavi, Danilo Ferraz, irá se reunir com o promotor de Justiça do Grupo de Atuação Especial do Meio Ambiente (GAEMA)/PCJ de Campinas, Rodrigo Sanches Garcia, para tratar do assunto. A reunião vai contar com a presença de representantes do serviço de saneamento de Louveira, Vinhedo e Campinas, CETESB e Agência PCJ. Também foram convidadas a Secretaria de Saneamento e Recursos Hídricos do Estado, a Ares-PCJ e o Consórcio PCJ.Rebate – A Prefeitura de Louveira esclarece, por meio de nota, “que a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) coleta 89,5% do esgoto que é produzido no município. Deste total, 100% é tratado” e que “para atender toda a cidade são necessárias obras para construção de novos emissários de esgoto, cujos projetos estão em andamento.

A Prefeitura promove ações de conscientização junto à população, a fim de evitar ligações clandestinas e despejo de efluentes domésticos ou industriais em vias públicas.” No entanto, a nota não esclarece quais os motivos para a queda na qualidade da água registrada na semana passada. Ainda de acordo com o texto de Louveira, “a fiscalização e a punição têm por base a Lei Municipal 4114, que prevê multas que podem variar de R$ 5 mil a R$ 50 milhões. Com relação à instalação de fossas, a Prefeitura conta com um projeto, desenvolvido junto ao Programa Municipal de Incentivo à Fruticultura (Promif), que prevê a instalação de fossas nas propriedades em áreas que não contam com emissários de esgoto.” Louveira inaugura nesta sexta-feira, dia 29, o prédio administrativo e o laboratório da ETE e inicia a operação regular do espaço.



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